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Deputados reagem a aonlinecasinoaccount -taque ao MST na Assembleia Legislativa

Deputados estaduais onlinecasinoaccount -defenderam o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) do Ceará e o governo do estado durante a sessão no plenário da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (24).

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Na tribuna da casa, o deputado de oposição Felipe Mota (União Brasil) criticou a rapidez do convênio assinado entre a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e o MST para a liberação de recursos no valor de R$ 1,5 milhão para o patrocínio de uma feira de produtos agrícolas em São Paulo, que foi realizada entre os dias 11 e 14 de maio.

O deputado estadual Renato Roseno (PSOL) foi o primeiro a defender a SDA e o MST. O parlamentar, que esteve na feira, enfatizou a importância do evento, que reuniu mais de 320 mil pessoas em um espaço com alimentos saudáveis, livres de veneno e produzidos em diversas partes do Brasil.

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Roseno também lembrou que é comum o estado incentivar a realização de feiras e exposições, como a Marcha para Jesus ou a ida de representantes do Ceará para Roterdã, na Alemanha, para divulgar a fruticultura local. "Por que não é legítimo o camponês, o assentado da reforma agrária ter a sua feira? O deputado Felipe pode discordar da decisão tardia, mas nós mesmos, no apagar das luzes do ano passado, patrocinamos a Marcha para Jesus, pelo mesmo processo e ninguém discordou dessa decisão", questionou o parlamentar.

O deputado Júlio César (PT) também se pronunciou em favor do MST e do Governo do Estado. O parlamentar divulgou os números alcançados pela Feira Nacional da Reforma Agrária, que contou com a participação de 1.700 feirantes e 191 cooperativas, que levaram para São Paulo cerca de 560 toneladas de produtos. "Um reconhecimento nacional e internacional. Uma oportunidade de expor nossos produtos cearenses. Agora querem fazer política com o patrocínio legal, justo, com os documentos tramitados, assinados, o trâmite perfeito, feito de forma correta. O que há de errado nisso? Crime é levantar falso testemunho", ressaltou o deputado.

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Na tribuna, o líder do governo na Assembleia, deputado Romeu Aldigueri (PDT), afirmou que não há nada de errado no trâmite do convênio assinado pelo titular da SDA, Moisés Braz, e lembrou que o recurso ainda não foi repassado. "O que nós temos aqui é o patrocínio para participação de uma feira nacional da reforma agrária que envolve mais de 320 mil pessoas. O estado ainda não fez o aporte orçamentário e ainda não pagou esse patrocínio justo, legal, assim como também patrocinamos a feira da Faec e outras feiras pecuárias de agricultores rurais, o que também é legítimo".

CPI do MST

Os ataques ao MST no Ceará por parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro acontecem no mesmo momento em que tentam criminalizar o Movimento por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados.


O MST Ceará participou da Feira Nacional da Reforma Agrária com 40 toneladas de alimentos produzidos em todas as regiões do estado / Matheus Alves

O deputado estadual Missias do MST, representante dos camponeses e assentados cearenses na Assembleia Legislativa do Ceará, divulgou uma nota defendendo a "legítima participação dos agricultores e agricultoras familiares dos assentamentos". O parlamentar ressaltou que não "existe nenhuma ilegalidade" no apoio institucional à reforma agrária no Ceará. "Da mesma forma que o Estado financia o agronegócio em feiras internacionais, também deve promover a produção de alimentos saudáveis dos camponeses e camponesas de todo o Brasil", afirmou no texto.

Também por meio de nota, a SDA informou que o contrato assinado "cumpriu todos os requisitos legais previstos na Lei Estadual nº 16.142/2016, que trata da política de patrocínio da Administração Pública do Estado do Ceará". Disse ainda que, antes da formalização do contrato, "foi feita uma análise técnica com previsão de dotação orçamentária para amparar a despesa prevista e que no final haverá a devida prestação de contas e análise detalhada da execução do projeto".

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O MST Ceará também se manifestou. Em nota, o movimento repudiou os ataques sofridos na Alece por "deputados estaduais que não tem compromisso com o povo". O texto, assinado pela Coordenação Estadual Ceará, informa que o movimento esteve no Parque Água Branca, em São Paulo, com 2 caminhões de produtos, somando mais de 40 toneladas vindos diretos de assentamentos e acampamentos de reforma agrária de todas as regiões do estado. "Afirmamos sempre o nosso compromisso em produzir alimentos saudáveis e garantir comida na mesa de quem mais precisa. Não há ilegalidade em qualquer governo apoiar a agricultura familiar camponesa, que é quem de fato produz mais de 70% da comida que vai para a mesa da população brasileira".

Dados da Feira Nacional da Reforma Agrária

Além dos números já citados pela reportagem, durante a Feira Nacional da Reforma Agrária 500 toneladas e alimentos orgânicos de todo o Brasil foram comercializados, assim como mais de 80 mil refeições foram servidas no polo Culinária da Terra, para promover a cultura alimentar camponesa. Para semear a solidariedade, 38 toneladas de alimentos foram doados a organizações e às comunidades de São Paulo, e para fazer brotar, 880 kg de sementes e 20 mil mudas foram distribuídos em São Paulo para construir o Espaço do Plano Nacional "Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis".

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Fonte: BdF Ceará

Edição: Camila Garcia


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